
Os 3 milhões de estudantes da rede estadual de ensino de São Paulo podem acessar até oito plataformas educacionais para apoiar o aprendizado e complementar o trabalho dos professores em sala de aula. São ferramentas de gamificação de aulas de matemática, redação e tarefas de casa com apoio de inteligência artificial, leitura de obras literárias para crianças, adolescentes e adultos, aulas de inglês e formação em tecnologia. Em 2025, os alunos superaram 2,5 bilhões de atividades nas ferramentas que são disponibilizadas gratuitamente pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e acessadas por meio da Sala do Futuro. O apoio da tecnologia integra o pacote de ações da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) que resultou no avanço histórico registrado no Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) em toda a rede.
Os resultados dessa estratégia já aparecem nos dados oficiais. A rede estadual de ensino de São Paulo alcançou em 2025 o melhor desempenho da série histórica em matemática no Ensino Fundamental . O destaque foi o 9º ano, que registrou uma média de 260,3 pontos no Saresp, uma alta de 11,8 pontos em relação a 2024. Em língua portuguesa, o 9º ano retomou, pela primeira vez em seis anos, o patamar pré-pandemia.
Entre as ferramentas que impulsionam esses números, estão a Matific e a TarefaSP. A Matific, plataforma de matemática premiada internacionalmente, atende alunos do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental e usa usa jogos interativos, gamificação e IA para tornar o ensino lúdico, alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e focado na compreensão conceitual.
No ano passado, a plataforma australiana de aprendizagem em matemática foi a vencedora na categoria “Grandes Empresas” da primeira edição do Global EdTech Prize, prêmio organizado pela T4 Education. Na rede estadual de ensino, a plataforma está disponível gratuitamente para mais de 1,8 milhão de estudantes.
“É bastante gratificante saber que disponibilizamos aos nossos alunos a melhor plataforma do mundo para o aprendizado de matemática. Isso demonstra que estamos no caminho certo para que a gente tenha uma educação no padrão das escolas particulares. No ano passado, inclusive, demos início a uma parceria para disponibilizar a Matific para as crianças das redes municipais, e começamos com 275 prefeituras paulistas”, diz o secretário da Educação do Estado de São Paulo, Renato Feder.
Já a plataforma TarefaSP é focada na lição de casa para cerca de 2,5 milhões de estudantes do 6º ano do Fundamental à 3ª série do Ensino Médio.
“A escola está muito melhor estruturada e apoiada pelo Governo do Estado e pela Secretaria. Quando o professor entra para dar uma aula, ele está muito melhor preparado. Ele recebe os livros, recebe os slides, recebe a nossa formação e muito mais apoio da escola. Quando ele termina a aula, todos os alunos recebem automaticamente a lição de casa na ferramenta TarefaSP, de acordo com aquele conteúdo. A partir daí, o professor consegue identificar o aluno que fez e não fez a lição, o que ele acertou e o que ele errou. Assim, o professor e toda a equipe gestora consegue acompanhar o aprendizado dos estudantes com mais rapidez, culminando bimestralmente com a Prova Paulista”, afirma Feder.
A Escola Estadual Oscar Blois, localizada no bairro Jaraguá, na capital paulista, é um exemplo de como a tecnologia apoiou o aprendizado. A diretora Maria Aparecida Modolo Ferreira chegou à escola como professora em 1998, passou pela coordenação, vice-direção e acompanhou como gestora da escola a implantação das plataformas desde 2023. Ela destaca que, em conjunto com uma série de ações para recomposição de aprendizagens, o uso das ferramentas também figuram entre as atividades que colocaram a escola no patamar que ela chegou em 2025.
No último Saresp, a escola alcançou uma proficiência de 310,4 em matemática no 9º ano do Ensino Fundamental, uma evolução de 29% na comparação com o primeiro ano de gestão, em 2023.

A diretora conta que os professores passaram a utilizar os dados da avaliação bimestral da Educação, a Prova Paulista, para identificar lacunas de conhecimento e aplicar estratégias personalizadas, como as “estações por rotação” em matemática, onde pequenos grupos de alunos revisam questões com menos acertos com apoio direto dos professores da área .“Os professores entendem o avanço das crianças, assim como apresentamos os resultados para os próprios alunos. Uma ação importante para a recomposição das aprendizagens foi a implantação, por essa gestão, das aulas de orientação de estudos, que foi muito importante para os nossos resultados em matemática”.
Ela destaca que ferramentas como a Matific são fundamentais por serem intuitivas e de fácil adesão pelos jovens: “Com certeza a Matific ajudou, é uma plataforma que a gente não precisa insistir para que seja utilizada e temos sorte de termos professores muito empenhados”.
A diretora reconhece que o papel das plataformas é atuar como um suporte pedagógico que potencializa, mas não substitui, o trabalho do professor em sala de aula. “Na Oscar Blois, os docentes compreendem as ferramentas como aliadas para oferecer um ensino de excelência, permitindo que os estudantes alcancem novas oportunidades, como as vagas para as aulas preparatórias do programa Prontos pro Mundo”. Na unidade, são 22 alunos selecionados a partir do desempenho no 9º ano do Ensino Fundamental.
O empenho da equipe e o uso estratégico das plataformas resultaram em avanços significativos, especialmente entre os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental, que estão na escola desde o ingresso no 6º ano. “Eu falo para os professores que nós trabalhávamos, mas nunca trabalhamos tanto quanto no ano passado, e esse trabalho resultou na recomposição das defasagens”, afirma Maria Aparecida.
Para a diretora, a continuidade do trabalho e a confiança estabelecida com a comunidade, que inclui pais que também foram alunos da escola, são pilares que sustentam esse progresso. Ela ainda destaca a ação da Secretaria da Educação que incentivou as escolas na preparação para o Sistema da Avaliação da Educação Básica (Saeb) — a avaliação em larga escala do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação. “Nós apresentamos as metas para alunos e professores e esse também foi um motivador para a preparação para o Saresp. Os alunos se sentem pertencentes e responsáveis, agora estamos esperando o impacto de todo esse preparo nos resultados da avaliação nacional”, diz Maria.
“Nosso desempenho é resultado de um trabalho árduo, que envolve o compromisso de toda a comunidade escolar com foco no aluno, inclusive deles mesmos. Nunca tivemos tanto apoio da Unidade Regional de Ensino como nesses últimos anos. Tivemos aqui a presença do nosso coordenador regional, o professor Fernando Teruel, durante toda a preparação para o Saeb e o Saresp. Quando a gente vê o resultado de todo o trabalho do ano passado, é satisfatório”, conclui a diretora.
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