
No Dia Nacional do Diabetes, celebrado nesta sexta-feira (26), a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e da adoção de hábitos saudáveis para o controle da doença.
Em 2025, foram registrados 108.174 procedimentos clínicos na rede SUS ambulatorial relacionados à diabetes no estado, um aumento de aproximadamente 97% em comparação com 2024, quando foram contabilizados 54.974 atendimentos. Em relação aos atendimentos hospitalares, foram registrados 26.426 Internações em 2025 e 23.611 em 2024, representando um aumento de 12% nas internações.
Em 2026, de janeiro a abril, foram registrados 48.178 atendimentos ambulatoriais e 8.107 atendimentos hospitalares por diabetes.
O aumento nos atendimentos por diabetes está associado principalmente a mudanças no estilo de vida da população. Entre os fatores que mais contribuem para esse cenário estão o aumento da obesidade, o sedentarismo, o envelhecimento populacional e o consumo frequente de alimentos ultraprocessados.
Segundo especialistas, os impactos da pandemia de Covid-19 também ajudaram a agravar o quadro, já que muitas pessoas reduziram a prática de atividades físicas e passaram a adotar hábitos alimentares menos saudáveis.
“O aumento dos casos de diabetes na população é impulsionado pelo rápido envelhecimento populacional, pelas altas taxas de obesidade e pelo sedentarismo. As mudanças nos hábitos alimentares, com maior consumo de alimentos ultraprocessados, e os impactos residuais da pandemia também agravam esse cenário”, explica Eduardo Canteiro Cruz, médico geriatra e diretor clínico do AME Idoso Sudeste.
O diabetes não diagnosticado ou mal controlado pode causar complicações graves e progressivas. Entre as principais estão doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, insuficiência renal, perda de visão e neuropatias, que podem levar a amputações em decorrência da má cicatrização.
Para o médico, as intervenções preventivas mais eficazes envolvem mudanças consistentes no estilo de vida em todas as idades.
“Entre as medidas mais importantes estão alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso, cuidado com o sono e acompanhamento médico periódico”, orienta o médico.
Ele destaca que a alimentação deve priorizar alimentos naturais e reduzir o consumo de ultraprocessados. “É fundamental dar preferência à comida de verdade, como frutas, verduras, legumes, grãos integrais e proteínas magras, além de evitar refrigerantes, doces e alimentos industrializados”, afirma o especialista.
Em relação à atividade física, recomenda-se a prática de pelo menos 150 minutos semanais para adultos e cerca de 60 minutos diários para crianças e adolescentes, além da redução do tempo de tela.
O controle do peso também é essencial, já que pequenas reduções, entre 5% e 10% do peso corporal, podem diminuir significativamente o risco de desenvolvimento do diabetes em pessoas vulneráveis.
As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são a porta de entrada para o atendimento no SUS, e responsáveis pelo diagnóstico e tratamento inicial aos pacientes com diabetes. Para o fortalecimento das ações na atenção básica, com base em indicadores de performance, como controle de diabetes, hipertensão e outras metas assistenciais, a SES-SP já repassou mais de R$ 1,5 bilhão aos 645 municípios paulistas por meio do IGM SUS Paulista, programa que transfere recursos financeiros aos municípios para fortalecer a atenção primária em saúde.
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