
Os motoristas de caminhões-tanque decidiram entrar em greve a partir da próxima segunda-feira (13), o que pode afetar o abastecimento de postos de combustíveis em todo o Espírito Santo.
A paralisação foi confirmada pelo Sindicato dos Rodoviários no Estado (Sindirodoviários-ES), que informou que a greve será iniciada caso não haja acordo com o setor patronal. Os profissionais são responsáveis pelo transporte de combustíveis que abastecem os postos em todo o Estado.
O anúncio foi feito pelo presidente do sindicato, Marquinhos Jiló. Segundo ele, a falta de combustíveis poderá começar a ser percebida ao longo da próxima semana, conforme os postos forem comercializando os produtos disponíveis em estoque.
De acordo com o Sindirodoviários, a categoria participou de cinco reuniões com o setor patronal na tentativa de chegar a um acordo, mas não houve avanço nas negociações.
Entre as reivindicações dos motoristas estão um reajuste salarial de 10%, apontado pelo sindicato como reposição de uma defasagem acumulada, além do aumento no valor do tíquete-alimentação.
O sindicato informou que permanece à disposição para retomar as negociações a qualquer momento, caso o setor patronal apresente uma proposta que atenda às reivindicações da categoria.
Caso a paralisação seja mantida, o impacto no abastecimento dependerá da duração da greve e do volume de combustíveis disponível nas distribuidoras e nos postos. A expectativa é de que os primeiros reflexos sejam sentidos de forma gradual, principalmente nos municípios com menor capacidade de armazenamento.
O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Estado do Espírito Santo (Transcares) foi procurado, mas não se manifestou até o fechamento da edição.
Apesar da possibilidade de paralisação, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindipostos-ES) informou que não há motivo para a população correr aos postos ou fazer estoque de combustíveis.
Segundo a entidade, o abastecimento segue dentro da normalidade e a orientação é que os motoristas mantenham a rotina habitual, evitando compras por precaução, que podem provocar aumento da demanda e dificultar a reposição dos estoques.
O Sindipostos-ES afirmou ainda que espera um acordo entre os sindicatos para evitar a greve e reforçou que movimentos de compra motivados pelo receio de desabastecimento podem comprometer a logística de reposição, mesmo quando ainda há combustíveis disponíveis nas distribuidoras.
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