
O advogado ambientalista Nilton da Costa Filho, membro da Associação dos Amigos da Bacia do Rio Itapemirim (AABRI) e também do Conselho de Meio Ambiente de Cachoeiro, reclama da poda que foi feita em árvores do centro de Cachoeiro, especialmente nas ruas Dona Joana e Barão de Itapemirim.
“Recebemos ontem um chamado referente aos cortes feitos e fomos surpreendido pela forma como deixaram as árvores da rua Barão de Itapemirim, a rua da Câmara”, lamenta.
Segundo o advogado, essa poda pode ser considerada drástica e criminosa e que é preciso responsabilizar quem autorizou e quem fez a poda.
“Inclusive hoje constatamos o corte de outras árvores na Rua Dona Joana. É preciso cobrar dos responsáveis e, se for o caso, responsabilizá-los e impedir que volte a acontecer”, frisa.
João Luiz Madureira Junior, presidente da ONG Caminhadas e Trilhas – Preserve diz que como ambientalista acho no mínimo muito triste, já que toda espécie viva tem que ser respeitada, e estes oitis de 30 a 50 anos são patrimônios históricos e ambientais da cidade.
“Com técnica eles podem e devem ser podados de uma maneira melhor e mais técnica. Acho que o Poder Público e a Sociedade Civil Organizada precisam reagir e cobrar, cada um com sua competência, a responsabilidade de quem faz esta poda. Não é possível e aceitável ser dessa maneira”, enfatiza.
Madureira diz que pensa que daqui a 30 anos, as 300 árvores plantadas pela ONG no Projeto Florestas Urbanas podem sofrer a mesma violência e que isto faz pensar que a árvore faz sombra, faz oxigênio e faz falta.
“Todos precisam repensar a atitude em relação ao meio ambiente! E estamos em pleno século XXI, todo o Planeta atento ao aquecimento global, e precisamos primeiro cuidar de nosso quintal”, ressaltou.
Consultada, a Prefeitura de Cachoeiro informou que as árvores não foram podadas pela empresa terceirizada contratada por ela, mas pela EDP.
Já a EDP informa que a poda das árvores foi em razão de eliminar o risco de choque elétrico e ruptura de cabos que existiam no local.
Segue a nota: “Vale reforçar que a poda de árvores é responsabilidade das Prefeituras Municipais, e a distribuidora fornece suporte quando os galhos encontram-se próximos da rede elétrica e podem interferir no funcionamento do sistema ou oferecer risco de segurança para a população”.
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