
A BRK, concessionária de água e esgoto de Cachoeiro, mantém, desde 2009, um “gongolário” em sua sede, na Ilha da Luz, em Cachoeiro.
No espaço, localizado em uma área aberta e arborizada de aproximadamente 16 m², é realizada a gongocompostagem de resíduos de poda e capina da empresa, que são transformados em adubo orgânico por meio de um processo natural de decomposição.
Segundo o coordenador de Qualidade, Saúde, Segurança e Meio Ambiente (QSSMA) da BRK em Cachoeiro, Paulo Breda, a gongocompostagem funciona através da parceria entre os gongolos, também conhecidos como piolhos-de-cobra, e outros microrganismos presentes neste ecossistema.
“Os gongolos, usam os resíduos vegetais como alimento, facilitando a decomposição por esses microrganismos. É por meio desse processo que os resíduos são transformados em adubo orgânico”, explica
Para implantar o gongolário, a concessionária contou com o auxílio de biólogos e de uma engenheira química, responsáveis pela área de Meio Ambiente e Produção da empresa.
Mensalmente, são destinados ao espaço um volume médio de 10 m³ de resíduos orgânicos recolhidos das instalações da empresa pelo serviço de limpeza, através de varrição, poda e capina.
Breda diz que o ciclo da gongocompostagem, ou seja, o tempo para o adubo orgânico ser produzido, dura cerca de três meses.
“Aqui, na BRK, nós recomendamos o uso após quatro meses de processo, pois, assim, garantimos uma maior disponibilidade de nutrientes que, após peneirados, podem ser prontamente utilizados como substrato”, destaca.
Segundo o gestor, uma das vantagens está no produto gerado. O húmus do gongolo não precisa ser misturado a outros materiais, e já pode ser aplicado diretamente nas mudas e hortas.
Outra vantagem é que o gongocomposto reduz em cerca de 70% o volume de resíduos gerados e enviados ao aterro sanitário; e ainda pode ser utilizado pela concessionária para a fertilização de suas próprias áreas verdes.
O gestor lembra que a BRK é uma empresa sustentável e que contribui diretamente com a sustentabilidade na região, e que o gongolário é uma alternativa simples e rápida para a destinação correta de resíduos vegetais.
“Além do desenvolvimento sustentável e do reaproveitamento de materiais orgânicos, essa iniciativa implica na conscientização ambiental e no envolvimento dos nossos funcionários, que podem levar o adubo orgânico para casa, para ser utilizado em suas hortas e jardins”, conclui Paulo Breda.
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