
Importante estudo da Mckinsey destaca grandes transformações e mudanças substanciais na ocupação dos trabalhadores até 2030 com a expansão da automação nas empresas. A adoção de novas tecnologias já reduziu de forma significativa a quantidade de empregos em funções repetitivas:
Muitas pessoas que trabalham atualmente dirigindo carros com passageiros e entregando comida de porta em porta serão impactadas pelo que está por vir no mercado. Considerando a consolidação do carro autônomo que vai substituir o motorista e o uso de drone para entregas, muitas pessoas que trabalham atualmente nestas funções ficarão sem ocupação se não migrarem para novas carreiras.
Segundo o especialista em carreiras de tecnologia Antonio Muniz, idealizador e curador do livro Jornada RPA e hiperautomação, o lado promissor destes fatos alarmantes é que as habilidades exclusivamente humanas serão cada vez mais valorizadas, como liderança, empatia, solução de problemas, pensamento crítico, criatividade, inteligência emocional, tomada de decisão, flexibilidade cognitiva.
A automação de tarefas repetitivas permite que as pessoas tenham tempo para atividades mais humanas. Para ilustrar um exemplo simples e entender o benefício da automação somada à habilidade humana, uma pessoa que precisa tomar uma decisão importante sobre o financiamento da casa própria pode usar a calculadora gratuita que vem no celular para não perderá tempo com cálculos manuais e evitar o risco de errar as contas.
Esta analogia reforça que é possível adotar a mesma estratégia nas organizações quando os profissionais aproveitam as tecnologias para automatizar as tarefas repetitivas e ganham tempo para gerar inovações e melhorar continuamente a experiência do cliente. O termo RPA (Robotic Process Automation ou automação inteligente de processos) é uma das práticas mais usadas atualmente para aproveitar as habilidades humanas e a automação, visando acelerar a transformação digital nas organizações em todo o mundo.
O sucesso desta união entre pessoas e máquinas depende também de profissionais que investem no aprendizado de novas tecnologias porque as mudanças serão cada vez mais aceleradas e imprevisíveis. Estudo do Fórum Econômico Mundial indica que 65% das crianças que estão atualmente no ensino fundamental trabalharão em empregos que ainda não existem. Muniz destaca que este cenário valoriza ainda mais quem investe na capacitação contínua em tecnologia e habilidades comportamentais.
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