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Investimentos: renda fixa continua em alta!

A Política Monetária e a queda da inflação modificam as decisões dos investidores em favor da renda fixa, em particular, os dados da ANBIMA mostram...

28/09/2022 às 12h35
Por: Cidade na Rede Fonte: Agência Dino
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O fim do ciclo de aumento da taxa básica de juros aliado à queda da inflação tem modificado a rentabilidade das aplicações e, consequentemente, as decisões de investimento dos brasileiros. Segundo dados da Associação Brasileira de Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais (ANBIMA), em agosto, contrariamente à indústria dos fundos de investimento, que registrou captação líquida de R$ 3,7 bilhões, no segmento da renda fixa a entrada foi positiva em R$ 18 bilhões.

As opções de renda fixa são aquelas em que as condições de pagamento, prazos e remuneração são conhecidas desde o início da aplicação. A perspectiva de que os juros permanecerão altos por mais algum tempo pode levar os investidores a preferirem a renda fixa, mais tradicional e conservadora, em detrimento dos investimentos que exigem maior apetite pelo risco. De fato, os dados da ANBIMA têm mostrado um comportamento condizente com esta interpretação. Os fundos multimercados, por exemplo, têm saldo negativo de R$ 73 bilhões no acumulado do ano.

De fato, o Relatório Focus do Banco Central tem apontado a mediana das projeções para a taxa de juros em 13,75% no final do ano, mesmo valor praticado hoje pelo Banco Central, e ainda 11,25% ao final de 2023. Tudo isso, com a mediana da previsão da inflação em queda nas últimas semanas, atingindo 5,88% no fim de 2022 e 5,00% no ano seguinte.

Ata da última reunião do Comitê de Política Monetária e inflação implícita

A Política Monetária é conduzida de tal modo a diminuir as incertezas inerentes à própria gestão da política. Daí a importância das atas divulgadas pelo Banco Central das reuniões em que é decidida a taxa básica de juros da economia. Essa ata justifica a decisão tomada, e ainda aponta os caminhos futuros da política monetária.

Com efeito, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM), divulgada dia 27 de setembro, mostrou uma divisão entre os membros do comitê, dois deles votaram a favor de um aumento residual dos juros. No entanto, a taxa foi mantida em 13,75%.

A novidade dessa ata foi a preocupação demonstrada com o aquecimento do mercado de trabalho e seus possíveis impactos sobre a evolução dos preços. Em mais um sinal de que o início de um ciclo de redução dos juros não está no horizonte do banco. Ao contrário, permanece firme o compromisso com a estabilidade dos preços.

Já a inflação implícita, uma medida da inflação esperada, dada pelo mercado, pois calculada pela diferença entre os títulos pré-fixados e pós-fixados, segue em queda. De fato, atingiu o menor nível em mais de um ano. Neste cenário, segundo relatório da ANBIMA: “Inflação em queda e expectativa de fim de ciclo de alta de juros favorecem prefixados em agosto”. É uma questão matemática, com um rendimento pré-fixado, a queda na inflação equivale a um aumento real do rendimento. Com o contrato fixado a juros mais altos, melhor para o aplicador.

Macroeconomia: desinflação e crescimento

No médio-prazo, a tendência para a economia deve ser a confirmação da trajetória de desinflação. Segundo o economista Lúcio Silva, do Grupo Euro 17, “há uma somatória de efeitos, primeiro, da diminuição de impostos sobre os combustíveis e energia, depois a queda no preço de algumas commodities agrícolas e minerais, dada a desaceleração da economia internacional e, finalmente, os efeitos do aperto nos juros. Tudo somado, e a inflação perdeu força, e o Banco Central caminha para firmar as expectativas sobre os preços”.

Quanto ao crescimento, o economista é mais cauteloso “vai depender, em parte, do cenário externo, em momento de grande incerteza, dada a continuidade da guerra na Ucrânia e política monetária restritiva nos países desenvolvidos. E em parte, do que o governo que começa no ano que vem vai fazer da política fiscal. De todo modo, o crescimento deste ano foi muito favorável e melhor que as expectativas, o que me permite um otimismo moderado para o próximo ano”.

Em resumo

Foram 12 aumentos consecutivos da taxa Selic nos últimos dois anos, com isso as aplicações de renda fixa passaram a ser mais atraentes. Não é acaso que os dados da ANBIMA registrem, mês a mês, essa mudança. Mais do que isso, o momento pode favorecer os pré-fixados e as aplicações mais seguras. Ocorre que as medidas de controle da inflação parecem ter começado a surtir o efeito desejado.

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