O Brasil é um importante player global de embalagens flexíveis. Por isso, quando se fala em ESG – Environmental, Social and Governance – neste mercado, é fundamental destacar que uma ação conjunta da cadeia de valor, deve sustentar os números positivos de produtividade, além de ajudar a transformar desafios em oportunidades.
Por isso, o investimento na Economia Circular se mostra como uma ação inteligente e estratégica para as indústrias, tornando possível a prática da sustentabilidade, em diversas etapas do processo produtivo.
"Focamos nossos processos na experiência. Ensinar o consumidor a usar o plástico de forma correta, com responsabilidade, se tornou uma alavanca para a indústria. É neste ponto que entra a importância da “Economia Circular”, como uma das bases para a sustentabilidade da indústria", comenta Vinícius Olivieri, executivo da Packseven, empresa especializada em embalagens flexíveis para diversos segmentos.
Ao controlar cada um dos seus processos, a Packseven coleta os resíduos em todas as fases da industrialização. Parte é reutilizada no processo produtivo e o restante é destinado para a reciclagem. Com o intuito de garantir esse ciclo virtuoso, a coleta e o descarte correto dos resíduos gerados pelos clientes provenientes também é tomada como responsabilidade.
Dados publicados no relatório The New Plastics Economy, da consultoria americana, McKinsey, mostram que sem inovar o design das embalagens plásticas, cerca de 30% desse material jamais será reutilizado ou reciclado. O Design for Recycling surge para evitar esse resultado, pois procura considerar as dinâmicas de consumo, as etapas da cadeia produtiva, o descarte, e gera valor com o retorno das embalagens para a origem do circuito.
"A inovação na indústria do plástico a partir do processo de produção é um vetor de transformação econômica e social, pois aumenta significativamente as oportunidades para as cooperativas. Pensando nisso, desenvolvemos embalagens facilmente recicláveis porque, além de contribuir para a proteção do meio-ambiente, seu aproveitamento é mais eficiente", destaca Olivieri.
O setor de transformados plásticos cresceu 2,4% em 2020 com relação a 2019 na produção física do segmento de embalagens e de tubos e acessórios para construção civil, segundo a Abiplast – Associação Brasileira da Indústria do Plástico.
Apesar da diminuição do impacto do plástico no meio ambiente ser importante, o baixo consumo de energia e de água, e a redução nas emissões de gases, ainda são um diferencial em relação a possíveis materiais alternativos. Dessa forma, recolher e ressignificar os usos e pós-usos das embalagens, e investir no avanço das áreas de reciclagem e recuperação é um novo e transformador modelo de negócio.
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