
Foi identificado como Christian Brueckner o alemão de 43 anos, que está preso, como o novo suspeito no caso Madeleine McCann. Ele teve a foto revelada totalmente nesta quinta-feira (4/6) pela imprensa alemã. Antes, o rosto estava sendo protegido, de acordo com a legislação alemã, e o suspeito era conhecido apenas como Christian B. O homem é descrito pelas autoridades como caucasiano, com cerca de 1,80 metro de altura e, quando tudo aconteceu, teria cabelos loiros.
A britânica desapareceu no Algarve, em Portugal, em maio de 2007, quando os pais jantavam a algumas dezenas de metros do apartamento em que estavam hospedados. Christian teria confessado a um amigo ter "raptado" a britânica, afirmou o "Sun". O jornal londrino descreve o suspeito como um "predador sexual" com abuso de ao menos duas meninas, segundo a emissora ZDF. Já o "Mirror" afirmou que investigadores acharam uma suposta confissão em uma sala de bate-papo na internet.
Ele estava conversando com o amigo em um bar quando em uma TV alemã começou a ser exibida reportagem sobre os dez anos do desaparecimento de Madeleine. O alemão, então disse que a havia raptado. Porém, segundo fontes, ele não confessou tê-la matado. A polícia local afirmou acreditar que a britânica esteja morta.
Na conversa, Christian B então mostrou um vídeo em que ele aparece estuprando um turista americana de 72 anos em Portugal, em 2005. Pelo crime, o alemão foi condenado a 7 anos de prisão. Ele foi extraditado de Portugal em 2017, segundo a "Spiegel". Ele também foi julgado por tráfico de drogas.
O alemão morou na região do Algarve, em
Portugal, entre 1995 e 2007. O homem roubou hotéis e apartamentos, assim como comprou e vendeu drogas, segundo a polícia alemã. Ele vivia em uma van. No dia seguinte ao desaparecimento da britânica, o registo do carro que o suspeito usava passou para o nome de outra pessoa, no sul da Alemanha, depois de ter sido feito um pedido para registrar o veículo no país.
A polícia alemã já apreendeu dois veículos associados a Brueckner na altura: a van e um Jaguar XJR dos anos 1990, de cor escura. No entanto, segundo a Sky News, não foram encontradas provas de que Maddie tenha estado em qualquer um dos carros. Mais testes serão realizados.
Por sua vez, a polícia inglesa já recebeu 270 telefonemas de pessoas que teriam informações sobre o novo suspeito.
Os pais de Madeleine afirmaram que a identificação de um novo suspeito é um acontecimento significativo na busca pela filha deles, mas descartaram no momento pensar em homicídio.
Em maio do ano passado, a polícia portuguesa divulgou a informação de que estava investigando um suspeito no desaparecimento de Madeleine. Depois de um trabalho em conjunto com a Scotland Yard, o alemão Martin Ney, de 48 anos, condenado a prisão perpétua por pedofilia e assassinato de três crianças, foi considerado uma “pessoa de interesse” para o caso. A investigação não avançou.

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