
Dados do Painel Mapa de Empresas, publicado no portal Gov.br recentemente, indicam cerca de 20 milhões de empresas ativas no país, sendo 2,7 milhões abertas em 2022. Em um momento de busca de retomada ainda sob os efeitos da pandemia de Covid-19 e as incertezas das eleições presidenciais, esses números são robustos. Porém, vale observar o total de empresas extintas até o momento: aproximadamente 1,1 milhão.
Informações provenientes da Pesquisa Anual do Comércio (PAC), organizada pelo IBGE, também em agosto passado, apontam que o primeiro ano da pandemia foi responsável pelo fechamento de mais de 100 mil empresas e número superior a 400 mil demissões. Em nota, o instituto apontou o cenário pandêmico e a dificuldade de planejamento de famílias e empresas para lidar com o momento crítico.
Lidar com limitações orçamentárias pode ser um desafio tanto na administração de empresas quanto no contexto familiar. Em seu portal, o Sebrae indica algumas estratégias de planejamento financeiro para empresas, como monitorar a saúde financeira da empresa, o fluxo de caixa, a precificação correta de produtos e serviços, definir já no começo do ano as estratégias promocionais a serem tomadas durante o ano entre outras.
A diretora da New Consultoria Empresarial, Juliana Borges concorda, e acrescenta: “Infelizmente, a grande maioria dos empreendedores só desenvolve uma visão gerencial da empresa depois de ter problemas ou estar quase em fase de fechamento”. Ela afirma que saber que as áreas comercial e de produção são fundamentais é essencial, mas não se deve esquecer da organização financeira, jurídica e tributária, por exemplo.
O valor do produto/serviço pode determinar o futuro do negócio
Em publicação de janeiro deste ano, o Portal Serasa Experian informou sobre os riscos da precificação incorreta de produtos ou serviços, lembrando que o empresário deve considerar diversos fatores, como custos de fabricação, impostos, retorno sobre investimento (ROI), bem como a concorrência e a demanda. Conforme a instituição, errar neste aspecto pode provocar o fechamento da empresa.
Por fim, Juliana Borges destaca alguns comportamentos que podem evitar que empresas corram risco: “é importante desenvolver um plano financeiro e revisá-lo periodicamente. Isto ajuda a estabelecer as metas e objetivos da empresa. Ademais, elaborar uma estratégia tributária paralela ao trabalho de rotina do seu contador e propor regras para proteger seu patrimônio e o CNPJ ao escolher os sócios podem mitigar riscos que podem comprometer sua empresa. Enfim, manter uma visão gerencial do negócio é essencial”.
Para mais informações, basta acessar: www.newempresarial.com.br
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