
Imagens de prisioneiros chineses com a cabeça raspada algemados, vendados e sendo levados para trens surpreenderam o embaixador da China no Reino Unido, Liu Xiaoming, e o deixaram em uma situação desagradável durante entrevista neste domingo (19) à BBC News.
Ele não soube explicar com clareza os questionamentos sobre abusos dos direitos humanos cometidos contra muçulmanos uigures e outras minorias étnicas em território chinês, e nesse caso específico na região de Xinjiang que remete a outubro de 2019, segundo serviços de inteligência que avaliaram a veracidade das imagens.
Os detidos são uigures turcos, sujeitos a disciplina de estilo militar em campos de concentração, prisões e fábricas de trabalho forçado na China. Os sobreviventes relatam abusos, torturas e injeções de substâncias desconhecidas. Mas Liu Xiaoming acusa a “inteligência ocidental” de frequentemente fazer “falsas alegações” contra a China e negou abuso de minorias no país asiático.
A agência Associated Press informou que a China realiza campanhas de controle forçado de nascimentos e esterilização de uigures e outras minorias para “quebrar sua linhagem”. Porém, Lui busca indicar outro caminha dando a entender que seriam prisioneiros convencionais e que não existe restrição de populacional”. “Às vezes você tem uma transferência de prisioneiros”, disse.
O secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, Dominic Raab, também presente no programa, disse posteriormente que, ainda que o termo “genocídio” seja tão específico que requer um cuidado maior ao usá-lo, “está claro que existem “violações graves e flagrantes de direitos humanos” em Xinjiang.
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