
No acumulado dos três primeiros meses de 2024, as exportações de Minas Gerais cresceram 6,1% e as importações tiveram queda de 1,4% na comparação com o mesmo período de 2023. Com isso, o estado registrou o maior saldo comercial desde 2020, de U$$ 6,1 bilhões, para o primeiro trimestre. Em março/2024, o superávit foi de US$ 2 bilhões, com as exportações alcançando US$ 3,2 bilhões e as importações US$ 1,2 bilhões.
Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/Mdic) estão disponíveis em um novo painel interativo - Comércio Internacional de Minas Gerais - lançado nesta semana pela Fundação João Pinheiro com o objetivo de auxiliar gestores públicos na criação de políticas econômicas baseadas em evidências. A ferramenta expande as possibilidades de análise da composição e dos fluxos da economia de Minas Gerais e sintetiza uma base de dados com valores de exportação, importação, do saldo comercial e dos principais parceiros e produtos comercializados no estado com outros países para o período de 2020 a 2024
Números
Em comparação às exportações dos três primeiros meses de 2023, o acumulado de 2024 registrou crescimento de 34,5% nas exportações de minério de ferro, o que representou uma participação de 36,2% do produto na pauta mineira. Nas importações, a ligeira queda (1,4%) foi puxada pelos mesmos produtos que registraram retração em março/2024: veículos automóveis, combustíveis minerais e produtos químicos orgânicos.
Na comparação entre março de 2024 e março de 2023, houve queda de 16,6% nas exportações e de 9,3% nas importações de Minas Gerais. Ainda assim, o estado se posicionou como o segundo maior exportador do país, com participação de 11,3%, atrás apenas de São Paulo (19,3%). No Brasil, o superávit foi de US$ 7,5 bilhões em março de 2024, com recuo de 14,7% nas exportações e de 7,3% nas importações frente ao mesmo mês do ano passado.
Com exceção das exportações de café, que cresceram 11% em março de 2024 em relação ao mesmo mês de 2023, os outros principais produtos registraram queda nesta mesma base de comparação: minério de ferro, -9,2%; soja, -40,1%; ferro-nióbio, -36,3%; ouro, -12,9%. Esses cinco produtos juntos corresponderam a mais de 60% da pauta de exportações do mês, com destaque para a participação do minério de ferro (31,2%).
Nesse mesmo recorte, a queda das importações foi resultado da redução das importações de veículos automóveis (-11,7%), combustíveis minerais (-32,1%) e produtos químicos orgânicos (-38,7%). As importações de máquinas e equipamentos mecânicos e de máquinas e equipamentos elétricos, principais produtos da pauta, aumentaram, respectivamente, 15,1% e 5,7%. Esses cincos produtos alcançaram quase 60% do valor total das importações mineiras em março de 2024.
Os principais destinos das exportações de Minas Gerais foram a China, cuja participação no valor total passou de 42,2% em março de 2023 para 43,2% em março de 2024, e os Estados Unidos, participação de 11,1% frente a 7,7% na mesma base de comparação. Esses mesmos países foram também a principal origem das importações, com participação de 29,2% da China e de 13,4% dos Estados Unidos em março de 2024.
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