
Embora ainda não tenha a popularidade do Pix, o Open Finance está se consolidando como um dos grandes marcos na transformação do sistema financeiro brasileiro. De acordo com Otávio Damaso, Diretor de Regulação do Banco Central, bancos, cooperativas e fintechs já estão colhendo benefícios significativos com essa infraestrutura, que permite a troca de informações financeiras entre instituições com o consentimento do cliente.
"O Open Finance está mudando a forma como o sistema financeiro opera, proporcionando uma experiência mais fluida e integrada para os clientes. A grande diferença entre o Pix e o Open Finance é que o Pix já é um produto consolidado, enquanto o Open Finance é uma jornada em constante evolução. Nos próximos anos, veremos mudanças significativas na forma como o sistema financeiro opera, graças a essa infraestrutura", afirmou Damaso, durante evento promovido pela TQI – Tecnologia, Qualidade e Inovação, com a presença de cerca de 50 executivos, em São Paulo.
Durante a palestra "A agenda de inovação do Banco Central e seus impactos no setor financeiro", ele apresentou dados que mostram como as instituições já estão obtendo vantagens com o Open Finance. Um incumbente, por exemplo, relatou que R$ 1 bilhão em crédito foi concedido somente com portabilidade, além de acrescentar R$ 700 milhões aos limites de crédito de seus clientes. Outro relatou que conseguiu que os clientes trocassem R$ 1,5 bilhão em investimentos por opções mais rentáveis.
"Esse é apenas o início. Muita coisa está sendo testada. O Open Finance está começando com vários pilotos. É uma iniciativa que vai trazer muita eficiência e agregar muito valor. A digitalização proporciona uma nova dimensão de qualidade de dados, e o setor financeiro vive de dados. A redução de custos de consulta acontecerá à medida que as pessoas começarem a usar dados com mais frequência”, explicou Damaso.
O CEO da TQI, Mario Anseloni, destacou que a agenda de inovação do Banco Central tem impulsionado a evolução da tecnologia aplicada ao ecossistema financeiro. Nesse sentido, diversas soluções já foram desenvolvidas pela empresa, por exemplo, para o Pix, pagamentos e transferências, cash in cash out, crédito consignado e cobrança. “Muitas dessas soluções estão sendo implementadas dentro desse conceito, unindo tecnologia com inovação, e acima de tudo, com comprometimento em atuar junto aos clientes, buscando impactar diretamente seus negócios", afirmou o executivo.
Educação financeira
O Diretor de Regulação do BC ressaltou a importância da educação financeira no processo de empoderamento do consumidor. “O grande desafio no âmbito do sistema financeiro, frente ao empenho do Banco Central em criar um ambiente de concorrência e empoderar o consumidor, é o processo de educação financeira. É crucial que os consumidores saibam quais são seus direitos, como manejar suas finanças e usufruir desses direitos. O Open Finance, por exemplo, é uma forma de empoderamento, onde o consumidor, ao compartilhar seus dados, pode obter melhores serviços financeiros e soluções customizadas.”
Ele concluiu destacando que o Open Finance já representa uma forma de monetização indireta dos dados dos consumidores. “Em termos de monetização de dados, o Open Finance já é um processo de monetização indireta. O consumidor pode não ganhar dinheiro diretamente, mas ganha em termos de serviços financeiros melhores e mais adequados às suas necessidades."
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