
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) iniciou neste mês as obras de ampliação do sistema de esgotamento sanitário de Janaúba, no Norte de Minas, por meio da implantação do interceptor sanitário da rede coletora de esgoto na avenida Ecológica. A estrutura é responsável pela captação e condução dos efluentes até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do município.
As intervenções visam aumentar a capacidade e a eficácia do sistema de esgotamento sanitário da cidade, a fim de atender à demanda de expansão urbana dos bairros Isaías Pereira, Joaquim Bispo, Pedro Alexandre, Cohab, Santa Cruz, Santo Antônio, Jardim Imperial, Planalto I e II e Saudade, em benefício de 8 mil pessoas.
Com investimentos de R$ 3,8 milhões, o projeto inclui a instalação de 3,8 metros de interceptor, uma estação elevatória de esgoto bruto e linha de recalque, para direcionar o efluente coletado até a estação de tratamento. A previsão é que as obras sejam concluídas em novembro deste ano.
Além dos benefícios diretos para a população, o empreendimento possibilita a geração de renda e movimenta a economia da cidade, por meio da criação de 25 postos de trabalho.
Para o gerente da Unidade de Expansão Norte e Leste, Raul César Durães, “a implantação do interceptor previne a contaminação de cursos d’água e evita o extravasamento de efluentes, bem como a ocorrência de impactos ambientais, garantindo a melhoria das condições de saúde, o bem-estar e a qualidade de vida da população”.
E com a proposta de alcançar a universalização dos serviços de coleta e tratamento no município, a companhia está elaborando projetos para implantar 29 mil metros de redes coletoras nos referidos bairros, a fim de elevar para 90% a cobertura do sistema de esgotamento sanitário do município.
Uso indevido das redes coletoras
A companhia alerta a população para os fatores que têm provocado danos ao sistema de esgotamento sanitário de Janaúba, tais como o lançamento indevido de lixo e de água das chuvas nas redes coletoras de esgoto. Essa prática pode provocar o extravasamento e refluxos, principalmente nas partes mais baixas da cidade, uma vez que as redes foram projetadas para receber exclusivamente esgoto. O lançamento de água pluvial na rede de esgotamento sanitário é proibido e passível de multa.
Os interceptores são responsáveis pelo transporte de grandes volumes de esgoto coletado até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Quando esse volume é ampliado pela presença de águas pluviais, pode haver consequências, como a ruptura dos interceptores e o comprometimento dos processos de tratamento da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).
Por isso, torna-se imprescindível o apoio de todos para o uso consciente do sistema de esgotamento sanitário do município, não descartando resíduos sólidos e principalmente, evitando o lançamento de águas das chuvas no seu ramal de ligação de esgoto.
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