
No Ateliê Mãos Livres, do Centro Prisional Feminino de Cariacica (CPFC), internas dedicam parte do tempo à confecção de artesanatos em tecido e crochê, que são voltados para doações a entidades sociais. Criado como espaço de ressocialização, internas aprendem no local novas habilidades e constroem um caminho de esperança para o futuro.
Desde o início do projeto, criado há um ano, cerca de 3.700 peças foram produzidas e doadas a diversas instituições. De acordo com a diretora da unidade prisional, Patrícia Castro, o ateliê representa muito mais que uma ocupação para as internas que atuam no espaço.
“Cada ponto, cada peça produzida representa mais do que um trabalho artesanal. O valor terapêutico do artesanato é imensurável. Além de desenvolver habilidades manuais, o projeto promove autoestima, esperança e uma nova perspectiva de vida às participantes. Especialmente, porque as peças produzidas são doadas a entidades sociais, o que estimula também o senso de solidariedade”, disse.
Durante a Festa da Penha, internas do Ateliê Mãos Livres confeccionaram, em crochê, a imagem de Nossa Senhora da Penha, que foi entregue ao frei guardião do Convento da Penha. Além disso, mais de 900 bonecos em crochê e tecidos foram doados a entidades sociais que cuidam de crianças em vulnerabilidade social. Na lista estão naninhas, amigurumis e demais artesanatos lúdicos. As internas também produzem quadros decorativos com pintura em tecido, bem como bordados à mão em bastidor.
A iniciativa conta com o trabalho da voluntária Rogéria de Aguiar Alvim, que ensina a técnica para confecção de amigurumis e demais peças em crochê. A interna Brenda trabalha no Ateliê desde o início do projeto e atua como multiplicadora do conhecimento para as demais detentas.
“Trabalhar no Ateliê é uma atividade terapêutica. Traz calma, acaba tirando a nossa mente lá de fora, da saudade da família, dos nossos filhos. Eu já fazia alguns artesanatos antes de ser presa, mas achava que meu trabalho não era bom e aqui o que fazemos tem reconhecimento, tem valor, porque colocamos amor no projeto”, afirmou Brenda.
A interna Mayara conta que aprendeu a fazer os artesanatos na unidade prisional. “Eu não tinha experiência na área. Aprendi a costurar e a fazer peças em crochê aqui na unidade prisional. Conseguimos passar o tempo produzindo coisas muito legais. É uma atividade gratificante, porque o que produzimos vira doação para muitas pessoas. Isso é uma forma de levar carinho e conforto a quem precisa”, destacou Mayara.
>
São Paulo Time São Paulo conquista 5 medalhas em etapa do Mundial de tênis de mesa paralímpico
São Paulo Laser alivia dores da amamentação e evita desmame precoce de bebês, aponta estudo da USP
São Paulo Justiça decreta prisão de dois suspeitos de participação em atentado contra tenente da PM de SP
São Paulo Instituto de Pesca de SP aposta no futuro sustentável da tilapicultura brasileira com menos antibióticos e mais prevenção
São Paulo Metrô, CPTM, Poupatempo e Bom Prato têm operação especial por causa do jogo do Brasil nesta segunda (29); confira
São Paulo CPTM terá operação especial para o jogo do Brasil nesta segunda-feira (29) Mín. 16° Máx. 29°
