
A produção e o uso anual de plásticos devem aumentar 70% até 2040, passando de 435 milhões de toneladas, como registrado em 2020, para 736 milhões. Esse avanço está diretamente ligado às tendências de crescimento populacional e aumento da renda. O alerta consta na página 39 do relatório Policy Scenarios for Eliminating Plastic Pollution by 2040 — Cenários de Políticas para Eliminar a Poluição Plástica até 2040, em português, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que também aponta os riscos desse crescimento contínuo para a saúde humana e o meio ambiente.
Esse aumento no consumo de plásticos tem impacto direto na geração de resíduos. Atualmente, o uso desses materiais produz grandes volumes de resíduos industriais e urbanos. Conforme detalhado na página 44 do mesmo documento, a tendência é de que a intensificação da produção e do consumo eleve ainda mais os impactos ambientais, com a liberação de plásticos no meio ambiente aumentando significativamente. Somente o vazamento anual de macroplásticos deve crescer 50% até 2040, alcançando 30 milhões de toneladas.
Entre as principais fontes desse vazamento, o relatório destaca, ainda na mesma página, o desgaste de materiais plásticos, como pneus de veículos e tecidos sintéticos, além do uso e da perda de tintas e do derramamento de pellets plásticos, que contribuem para a contaminação dos ecossistemas.
Diante da gravidade do problema, a poluição plástica será o foco do Dia Mundial do Meio Ambiente 2025, celebrado em 5 de junho. A data propõe uma mobilização coletiva para enfrentar essa realidade, com base em soluções concretas. A campanha busca inspirar pessoas, organizações, indústrias e governos a adotarem práticas mais sustentáveis.
Para Daniel Maximilian da Costa, fundador e CEO do Latin American Quality Institute (LAQI), ações como o Dia Mundial do Meio Ambiente são essenciais para fortalecer o compromisso, especialmente do setor empresarial, com a preservação do planeta. Ele destaca que a poluição plástica evidencia a urgência de não ignorar os impactos ambientais dessa crise.
“As empresas têm um papel decisivo nessa luta. É urgente que se mobilizem, adotando práticas sustentáveis que reduzam o desperdício, promovam a reciclagem e incentivem a economia circular. Mais do que responsabilidade social, agir contra a poluição plástica é investir no futuro dos negócios e na qualidade de vida de toda a sociedade”, finaliza.
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