
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) do Estado de São Paulo, inaugurou o Laboratório de Hidrogênio – LabH2 para desenvolver solução valiosa relativa à transição energética, em tempos de desafios relacionados à baixa emissão de carbono. O hidrogênio é um vetor energético eficiente para promover menor emissão de gases de efeito estufa. Com 126 anos, o IPT é um dos mais tradicionais centros de pesquisa brasileiros.
A produção do hidrogênio pode envolver processos que utilizam exclusivamente energia renovável ou com baixa emissão – a partir do aproveitamento de resíduos, por exemplo. Tal gás pode contribuir como combustível em transportes e em diversos ramos industriais, tais como os de cimento, siderurgia, cerâmica e vidro, química e na produção de outros combustíveis, como o SAF (Sustainable Aviation Fuel ou Combustível Sustentável de Aviação).
O LabH2 irá contribuir para soluções em cada elo da cadeia produtiva: produção, armazenamento e transporte, usos finais e certificação de soluções do hidrogênio balizados por segurança e mitigação de riscos. Para isso, foi indispensável viabilizar a cooperação técnica e financeira entre o IPT e parceiros, visando implementar um laboratório de pesquisa, desenvolvimento e inovação de hidrogênio no campus do próprio instituto, na capital paulista, concebido como um ambiente multiusuário de desenvolvimento e validação de soluções para toda a cadeia produtiva do hidrogênio.
“Esse laboratório será importantíssimo para o desenvolvimento de tecnologia nacional na cadeia de fornecimento para equipamentos de produção de hidrogênio”, ressalta o vice-governador Felicio Ramuth. Já a secretária-executiva da SCTI, Stephanie Hayakawa da Costa, destaca que, com essa iniciativa, o IPT cumpre a missão de ser referência global em inovação, com criação de benefícios de valor para toda a sociedade. “O IPT tem visão de futuro, com um trabalho útil não somente para a sociedade paulista, mas para o país e até mesmo em nível mundial”, afirma.

O ‘Laboratório de Hidrogênio – LabH2’ no IPT deverá promover atividades científicas e tecnológicas estratégicas para o desenvolvimento econômico e social do estado de São Paulo. Conforme previsto no ‘Plano Estadual de Energia 2050’ e plano decenal da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) do Estado, a rota do hidrogênio será implementada por meio da “promoção da cooperação e interação entre os setores público e privado, para execução de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, serviços técnicos especializados e capacitação de recursos humanos, por meio da implementação de um Laboratório de PD&I de Hidrogênio no campus do IPT, onde se viabilizará a demonstração de soluções para o mercado”.
Assim, o LabH2 nasce conectado, pois a cadeia produtiva do hidrogênio é global. Na visão estratégica elaborada para o Programa de Hidrogênio do IPT, uma das metas é desenvolver no LabH2 a demonstração de soluções com nível de maturidade alto, ou seja, abordagens comprovadas e confiáveis, que permitam diminuir riscos de financiamento para agentes nacionais. Dessa maneira, o IPT mantém compromisso com iniciativas de impacto para a sociedade e se alinha aos diversos eixos propostos no Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2), a saber: fortalecimento das bases tecnológicas, capacitação e recursos humanos, abertura e crescimento do mercado e competitividade e cooperação internacional, com apoio à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico, à inovação e ao empreendedorismo.
O LabH2 tem uma área construída total de 1.000 metros quadrados, com dois pontos para abastecimento de hidrogênio de baixo carbono em pressões de 350 bar e 700 bar, que permitirão atender tanto automóveis, quanto ônibus e caminhões. Conta com estrutura completa, com laboratórios voltados ao desenvolvimento e à demonstração de soluções de componentes e sistemas para produção, armazenamento, transporte e usos do hidrogênio, além de contribuir na formação de mão de obra qualificada para aplicação na indústria.
O laboratório em questão já estimulou a criação de um Centro de Ciência para o Desenvolvimento (CCD – saiba mais ), programa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), entidade também vinculada à SCTI. O CCD em questão mira a execução do projeto de estruturação do Centro de Energias do Futuro (Cenf), que por sua vez conta com pesquisadores de alto nível, oriundos de universidades, instituições científicas e tecnológicas, associações e a Subsecretaria de Energia do Governo do Estado.
O investimento, na ordem de R$ 50 milhões, inclui valores financeiros e contrapartidas econômicas. Os principais responsáveis por esses recursos são: IPT, Finep (Financiadora de Estudos e Projetos, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) e Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado. Os principais destinos destes recursos no âmbito do Programa de Hidrogênio do IPT contemplam a implantação do LabH2 e a execução do Projeto Cenf (Centro de Ciências para Energia do Futuro – saiba mais em https://cenf.org.br/quem-somos).
Alinham-se como principais parceiros (no âmbito do Estado de SP) neste projeto:
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