
A Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS) anunciou nesta quinta-feira (12) a expansão do programa SuperAção SP para 39 novos municípios. A partir de 10 de março, 169 agentes e supervisores começam a trabalhar no atendimento a famílias em situação de vulnerabilidade social. Com isso, o programa passará a contar com 221 profissionais atuando em 47 cidades do estado.
Durante o encontro com gestores municipais, foi apresentado o planejamento operacional que marca a saída do papel para a prática. A secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém, explicou que o objetivo é garantir que cada município comece os trabalhos com estrutura adequada e apoio técnico do estado. “O SuperAção SP funciona como uma ponte entre o governo estadual e as prefeituras, construindo juntos uma rede de proteção mais ágil e eficiente para quem mais precisa”, afirmou a secretária.
O coordenador do programa, Marcelo Salera Ricci, destacou que esta fase representa o início da implementação no território, integrando ações de Proteção Social Básica e Vigilância Socioassistencial. Os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) serão a base de operação do programa.
Segundo a especialista social Elaine Moura, a estrutura dos CRAS é fundamental para o sucesso da iniciativa. “Os CRAS são o coração do programa, oferecendo todo o suporte técnico necessário para que nossos agentes possam atuar de forma efetiva nos territórios. É essa integração que transforma o atendimento em algo verdadeiramente humano e resolutivo”, explicou.
Sobre o cofinanciamento, o diretor de Gestão do SUAS, Rodrigo Lachi, reforçou o compromisso com a gestão responsável dos recursos. Para a primeira onda do SuperAção SP foram pagos R$ 110 milhões para os 48 municípios que aderiram ao programa, com o objetivo de apoiar a ampliação e qualificação da oferta de serviços socioassistenciais, com prioridade para aqueles que são essenciais para remover barreiras à inclusão produtiva das famílias participantes do programa.
“A transparência no uso dos recursos públicos e o rigor na prestação de contas são fundamentais. É isso que garante que cada real investido se converta em serviços de qualidade para a população”, afirmou Lachi.
A reunião foi destinada a secretários municipais de Assistência Social, representantes técnicos e coordenadores dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) onde o programa será iniciado. Atualmente, o SuperAção SP já atua em oito cidades: Barueri, Cabreúva, Campinas, Embu das Artes, Itaquaquecetuba, Paulínia, São Roque e São Vicente.
Participaram do encontro municípios da região administrativa de Sorocaba (Itu e Mairinque), da região metropolitana de São Paulo (Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Guarulhos, Mauá, Osasco, Santana de Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo e Taboão da Serra) e da RA de Campinas (Americana, Araras, Cordeirópolis, Elias Fausto, Holambra, Indaiatuba, Iracemápolis, Itatiba, Itupeva, Jaguariúna, Jarinu, Jundiaí, Limeira, Louveira, Monte Mor, Mogi Mirim, Nova Odessa, Pedreira, Santa Bárbara d’Oeste, Santa Gertrudes, Santo Antônio de Posse, Sumaré, Valinhos, Várzea Paulista e Vinhedo).
Sobre o SuperAção SP
O SuperAção SP é um programa do Governo de São Paulo que integra políticas públicas de diferentes áreas em uma jornada completa de atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade social, com acompanhamento individualizado para a promoção da autonomia. A iniciativa é voltada a famílias residentes no estado, inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e com renda familiar por pessoa inferior a meio salário-mínimo nacional.
O atendimento acontece diretamente nos territórios, com a atuação de agentes que visitam as famílias em suas casas para realizar um diagnóstico e construir com elas o Plano de Desenvolvimento Familiar (PDF), um documento que organiza metas e oportunidades de acordo com o perfil profissional, educacional e social de cada família.
Além disso, o trabalho dos agentes inclui conectar as famílias a políticas públicas às quais já tinham direito, mas que muitas vezes não acessavam por falta de informação, orientação ou acesso. O acompanhamento pode durar até dois anos, com monitoramento adicional para avaliação dos avanços.
O SuperAção SP atua por meio de duas trilhas de apoio. Na Trilha de Proteção Social, famílias em situação de maior vulnerabilidade recebem acompanhamento prioritário com auxílio mensal para atendimento de necessidades básicas. Já na Trilha de Superação da Pobreza, o foco é a capacitação, a qualificação profissional e a inclusão no mundo do trabalho, com acompanhamento contínuo e diversos incentivos financeiros ao longo da jornada.
Atualmente, o programa está em 48 municípios que aderiram a primeira onda. A iniciativa prevê beneficiar 105 mil famílias até 2027, com investimento superior a R$ 1,5 bilhão, entre recursos do Tesouro Estadual e financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
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