
O Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) intensificou, ao longo de 2025, as ações de enfrentamento aos centros de distribuição de drogas na capital paulista. Como resultado desse trabalho, o volume de apreensões de drogas sintéticas aumentou significativamente em comparação com o ano anterior.
Levantamento da Secretaria da Segurança Pública aponta que, no ano passado, o Denarc apreendeu aproximadamente 187 quilos de substâncias sintéticas conhecidas como drogas K , produzidas em laboratórios e com efeito mais perigoso e viciante. Em 2024, o volume apreendido foi de 22 quilos, o que evidencia um crescimento expressivo nas apreensões.
De acordo com o diretor do Denarc, César Castiglioni, o aumento está diretamente relacionado à mudança no perfil de produção dessas drogas, que passaram a ser fabricadas em território nacional. Esse cenário exigiu uma atuação mais direcionada aos locais de armazenamento e distribuição dos entorpecentes.
Segundo o delegado, as ações têm como foco as chamadas “casas bomba” , estruturas utilizadas para abastecer pontos de venda de drogas. Apesar do crescimento no volume apreendido em 2025, o acompanhamento estatístico do departamento não aponta, até o momento, uma progressão significativa no consumo de drogas sintéticas.
Ao longo do ano passado, as ações do Denarc totalizaram na apreensão de 19,4 toneladas de drogas em todo o estado de São Paulo. A maior parte foi de maconha (9,4 toneladas), em seguida aparece a cocaína (5,8 toneladas).
O balanço geral das atividades do Denarc em 2025 também indica aumento relevante nas apreensões de dinheiro em espécie no estado de São Paulo durante as ações de campo da especializada. Enquanto nos anos de 2023 e 2024 os valores apreendidos giravam em torno de R$ 1 milhão, em 2025 o montante chegou a R$ 5,7 milhões.
Parte desse crescimento, segundo o diretor do departamento, está associada à ampliação das investigações, com a recuperação de valores e bloqueios solicitados à Justiça.
O Denarc destaca que as diligências em centros de distribuição seguem como prioridade, diante da complexidade do tráfico e da necessidade de enfraquecer as estruturas financeiras e logísticas das organizações criminosas.
O ano de 2025 terminou com mais de 206 toneladas de drogas apreendidas em todo o estado de São Paulo . Com base nos valores da maconha, da cocaína e do crack, comercializados no mercado nacional, estima-se que o crime organizado tenha sofrido um prejuízo de quase R$ 1 bilhão.
Do total de entorpecentes retirados de circulação, a maconha foi a droga mais apreendida, com 151,4 toneladas. Em seguida aparecem a cocaína, com 31,8 toneladas, e o crack e outras drogas, com 22,6 toneladas.
Cerca de 70% de toda a droga apreendida no ano passado foi localizada no interior de São Paulo, região que concentra importantes rodovias de ligação com outros estados.
Em números absolutos, 143,4 toneladas de substâncias ilícitas foram retiradas de circulação no interior, o que representa um aumento de 2,6% em relação a 2024, quando o volume chegou a 139,7 toneladas.
As regiões de Presidente Prudente, Sorocaba e Bauru lideraram o ranking de apreensões, com 36,4 toneladas, 28,8 toneladas e 15,6 toneladas, respectivamente.
Na capital paulista, foram apreendidas 31,7 toneladas de drogas, enquanto a região metropolitana registrou 30,8 toneladas.
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