
Histórias de vida marcadas pela vulnerabilidade social agora ganham um novo capítulo no SuperAção SP, programa estadual que integra políticas públicas de diferentes áreas em uma jornada completa de atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade social, com acompanhamento individualizado para a promoção da autonomia.
Entre os agentes formados pelo programa estão mulheres como Alice Ferreira e Jaqueline Balbino, que já foram atendidas pela rede socioassistencial, e Suzinei Celso, uma assistente social que encontrou em sua origem humilde a inspiração para a nova jornada profissional. O que elas têm em comum? Hoje elas atuam ajudando outras famílias a reconstruírem seus caminhos e enxergar novas possibilidades de vida.
Serviços socioassistenciais como o SuperAção SP atuam, muitas vezes, como um elo de acolhimento em momentos de extrema vulnerabilidade, funcionando como uma rede de proteção que restaura a dignidade de quem se sente invisibilizado pelo mundo. Para além da provisão de auxílios materiais, o impacto real reside na escuta qualificada e no olhar atento dos profissionais, que devolvem ao indivíduo o senso de pertencimento e a esperança de que, embora a jornada seja árdua, ele não precisa enfrentá-la no isolamento.
Ao transformar a angústia da precariedade em um horizonte de possibilidades e direitos reconhecidos, esses serviços, além de oferecerem suporte técnico, validam a humanidade de cada pessoa, permitindo que elas retomem o protagonismo de suas próprias histórias e vislumbrem um futuro onde a sua existência é, de fato, protegida e valorizada.
Entre os novos agentes formados em março pelo SuperAção SP, algumas vidas foram tocadas anteriormente pela rede de proteção dos serviços socioassistenciais, o que incentivou a decisão de trilhar uma nova jornada de trabalho.
É o caso de Alice Ferreira. “Infelizmente, há três anos, passei por uma situação de vulnerabilidade social: estive do outro lado, como usuária da rede de proteção. Fui vítima de um relacionamento abusivo, que me impedia de me desenvolver profissionalmente. Já estou há uns dois anos tentando me colocar no mercado de trabalho. Passei muito tempo sem trabalhar, com muita dificuldade”, relata. “O SuperAção SP está sendo uma oportunidade ímpar na minha vida, estou muito feliz de participar desse projeto. Não tinha noção da grandiosidade dele; está sendo tudo maravilhoso.”

Formada em curso superior de Tecnologia da Informação, Alice já havia participado de projetos sociais na região do Vale do Ribeira, onde morou por cerca de 40 anos. Em busca de novas oportunidades, mudou-se para Indaiatuba, na região de Campinas. Foi incentivada por uma assistente social a se inscrever na formação para agente do SuperAção SP.
“Ela acreditou no meu potencial, me encorajou e eu me dispus a fazer parte desse projeto. Com certeza vou ter um olhar sensível e mais humano, porque sei o que é estar sob vulnerabilidade emocional. Para mim, é um desafio fazer com que as pessoas acreditem que é possível, sim, elas saírem dessa situação. É possível, sim, dar essa virada; é possível lutar por dias melhores, por condições melhores. Eu sou uma prova disso. Passei por dificuldades e fui assistida pelas redes de proteção.”
Jaqueline Balbino também foi acolhida por serviços socioassistenciais em sua trajetória. “Eu fui usuária do SUAS (Sistema Único de Assistência Social) durante muito tempo porque vim da periferia, vim de Pernambuco e me criei no estado de São Paulo, sem ter praticamente onde morar.”

O cuidado que recebeu acabou influenciando seu destino profissional. “Foi a assistência social que me deu alguns caminhos possíveis de serem trilhados para que eu pudesse chegar à formação profissional e estar aqui agora. Fui cursar Serviço Social e me encontrei. O SuperAção SP é um projeto grande que vai atingir positivamente muitas vidas porque oferece um novo olhar para as necessidades dos mais vulneráveis.”
Também formada em Serviço Social, Suzinei Celso está animada para ir a campo. “Eu vejo o SuperAção SP como uma grande resposta do Estado para a sociedade. Trabalhar nesse projeto para mim é muito satisfatório e gratificante. Também sou da classe trabalhadora e de origem humilde. Espero que o impacto seja grande para todas as famílias que serão alcançadas por essa política.”

Março marcou a maior formação de agentes desde o início do SuperAção SP. Ao longo do mês, 213 profissionais foram capacitados em uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS), em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV Projetos) e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Esse grupo faz parte dos 302 profissionais contratados para atuar nos municípios que aderiram à primeira onda do programa.
Durante o período, os agentes passaram por aulas teóricas e práticas sobre construção de vínculos de confiança, uso de tecnologias digitais para monitoramento e elaboração de planos familiares. O objetivo foi garantir alinhamento metodológico, fortalecer a rede de apoio e assegurar que o atendimento às famílias ocorra de forma humanizada, eficiente e baseada em evidências.
A formação desses 213 agentes de Desenvolvimento Social representa mais uma etapa na expansão do SuperAção SP pelo estado. Até a formação, 89 agentes já atuavam em oito municípios das regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas, Sorocaba e Baixada Santista. São eles: Barueri, Cabreúva, Campinas, Embu das Artes, Itaquaquecetuba, Paulínia, São Roque e São Vicente.
Além destes oito municípios em que o SuperAção SP já começou, as vagas agora também são para:
O SuperAção SP é um programa do Governo de São Paulo que integra políticas públicas de diferentes áreas em uma jornada completa de atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade social, com acompanhamento individualizado para a promoção da autonomia. A iniciativa é voltada a famílias residentes no estado, inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e com renda familiar por pessoa inferior a meio salário-mínimo nacional.
O atendimento ocorre diretamente nos territórios, com a atuação de agentes que visitam as famílias em suas casas para realizar um diagnóstico e construir com elas o Plano de Desenvolvimento Familiar (PDF), um documento que organiza metas e oportunidades de acordo com o perfil profissional, educacional e social de cada família.
Além disso, o trabalho dos agentes inclui conectar as famílias a políticas públicas às quais já têm direito, mas que muitas vezes não acessavam por falta de informação, orientação ou acesso. O acompanhamento pode durar até dois anos, com monitoramento adicional para avaliação dos avanços.
O SuperAção SP atua por meio de duas trilhas de apoio. Na Trilha de Proteção Social, famílias em situação de maior vulnerabilidade recebem acompanhamento prioritário com auxílio mensal para atendimento de necessidades básicas. Já na Trilha de Superação da Pobreza, o foco é a capacitação, a qualificação profissional e a inclusão no mundo do trabalho, com acompanhamento contínuo e diversos incentivos financeiros ao longo da jornada.
Atualmente, o programa está em 48 municípios que aderiram à primeira onda. A iniciativa prevê beneficiar 105 mil famílias até 2027, com investimento superior a R$ 1,5 bilhão, entre recursos do Tesouro Estadual e financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
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