
O laser de CO₂ (dióxido de carbono) foi inventado em 1964 pelo físico Kumar Patel e seus colegas nos Laboratórios Bell, nos Estados Unidos. Durante muitos anos ficou nos bastidores da medicina estética como uma tecnologia que gerava resultado, mas devido à sua agressividade, a relação entre resultado e tempo de recuperação limitava sua adoção mais ampla. Muitos anos se passaram, a tecnologia foi evoluindo para o laser de CO₂ fracionado, e nessa nova versão o laser é entregue de maneira mais controlada e com protocolos prontos: o médico pode seguir os parâmetros disponíveis na máquina e ajustar de acordo com a necessidade.
Mas o que muda no laser de CO₂ em relação a outros tipos de laser?
Os lasers utilizados em fotocirurgia possuem comprimentos de onda que variam de acordo com sua finalidade e são de diversos tipos, mas o laser de CO₂ é um dos mais utilizados na área da dermatologia. Com seu comprimento de onda no infravermelho médio, em 10.600 nm (nanômetros), a energia do laser de CO₂ é bem absorvida pela água. Como a pele contém uma porcentagem muito alta de água, isso torna o laser de CO₂ ideal para ablação precisa e segura, com boa hemostasia.
Além de sua eficácia na ablação de lesões benignas elevadas, o laser de CO₂ tem se mostrado eficaz na área da dermatologia estética, na correção de cicatrizes de acne e no fotorejuvenescimento. Com a adição do fracionamento do feixe de energia em inúmeros microfeixes, o laser de CO₂ fracionado ofereceu uma ponte entre as indicações ablativas convencionais e os sistemas de rejuvenescimento cutâneo não ablativos da década de 2000, no rejuvenescimento da pele fotoenvelhecida, tanto no rosto quanto em outras áreas.
Onde entra o laser de CO₂ na blefaroplastia?
A tecnologia de CO₂ não se resume apenas ao uso na dermatologia — no modo cirúrgico, pode ser usada também nas especialidades de ginecologia, proctologia, oftalmologia, otorrinolaringologia e cirurgia plástica.
Na plástica ocular, o laser de CO₂ pode ser usado na blefaroplastia, tanto no corte e quanto também no que chamamos de resurfacing. Aproveitando que o paciente está sedado, aplica-se um protocolo de rejuvenescimento para melhorar o aspecto de retração da pele.
Tratando-se do avanço de tecnologias de medicina estética, a Coreia do Sul é um berço de muitas tendências: dermocosméticos, ativos, tecnologias e mais.
Um dos destaques no mercado brasileiro são os lasers de CO₂ coreanos. Entre os equipamentos disponíveis no mercado, a tecnologia coreana NEOXEL vem sendo incorporada por clínicas que buscam aliar precisão no direcionamento do feixe a um conforto maior durante a sessão — um ponto frequentemente citado por profissionais que avaliam a experiência do paciente como parte importante do protocolo.
Profissionais que utilizam o NEOXEL relatam como diferencial a rapidez nos disparos e cortes que reduzem significativamente a carbonização tecidual, o que pode facilitar o pós-operatório e a recuperação do paciente.
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