
O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) realizou, na última sexta-feira (28), na Aldeia Indígena Areal, em Aracruz, um Dia de Campo sobre Aquaponia. Com o tema “Integração entre piscicultura e hortaliças”, a atividade reuniu cerca de 45 participantes, entre estudantes, agricultores, indígenas e pescadores.
O Dia de Campo foi realizado em uma unidade demonstrativa de aquaponia, permitindo aos participantes conhecer na prática o funcionamento da tecnologia. Na unidade, são produzidas tilápias em tanque e alface em sistema hidropônico, de forma integrada.

Durante a atividade, os participantes acompanharam o funcionamento, a infraestrutura e o manejo do sistema aquapônico. A tecnologia integra a criação de peixes ao cultivo de vegetais sem solo, aproveitando os nutrientes provenientes da criação dos peixes para o desenvolvimento das plantas e promovendo a recirculação da água no sistema.
As orientações foram divididas em duas estações. Na primeira, o engenheiro de pesca do Incaper, Wathaanderson de Souza Rocha, abordou a engenharia e a dinâmica do sistema aquapônico, apresentando os componentes da estrutura e a relação entre as diferentes etapas do processo.
Na segunda estação, o zootecnista do Incaper, Rafael Vieira de Azevedo, apresentou os principais manejos do sistema, com orientações relacionadas à condução integrada da produção. A programação contou ainda com um relato do cacique Jonas do Rosário, que utiliza o sistema na aldeia e compartilhou sua experiência prática com a atividade.
“O objetivo do Dia de Campo foi ampliar o conhecimento dos participantes sobre essa integração e apresentar possibilidades de utilização da aquaponia como tecnologia sustentável para diversificação produtiva e geração de renda na região. A atividade também foi importante para promover a troca de conhecimentos e experiências entre técnicos, produtores e demais participantes”, destaca Rafael Azevedo.
Projetos
O Dia de Campo integra o projeto “Aquaponia como ferramenta de ensino e desenvolvimento socioeconômico sustentável na microrregião do Rio Doce”, coordenado por Rafael Vieira de Azevedo e desenvolvido no âmbito do Edital Fapes nº 02/2024 – Universal Extensão.
A ação também possui interface com o projeto de Assistência Técnica e Extensão Pesqueira e Aquícola (Atepa), conduzido no âmbito do Plano de Reestruturação da Gestão da Pesca e Aquicultura (Propesca), em regiões afetadas pelo desastre ambiental de Mariana.
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