
Segundo o Trends, ferramenta que identifica termos mais procurados no Google, a pergunta “o que é o fascismo” tem sido uma das mais procuradas nos últimos anos. Mas apesar da constante associação do termo ao governo do presidente da República Jair Bolsonaro, analistas políticos discordam da classificação dado elementos de gestão do Estado.
A expressão foi popularizada pela esquerda brasileira como uma espécie de contra-ataque liberal para acusar todos os seus opositores e acabou por banalizar o sentido do termo.
Para Denis Rosenfield, professor aposentado de filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), Bolsonaro não é de extrema direita porque “respeita todas as regras eleitorais, prega a liberdade de expressão e defende a independência dos poderes”.
O atual governo não pratica as políticas centrais do fascismo, trata-se de um governo cristão fora do arco estratégico clássico. O jornalista Luís Ernesto Lacombe tenta exemplificar como o fascismo não é definido por personalidades nem grupos, mas uma forma excepcional do Estado.
“É um governo com uma plataforma conservadora nos costumes. Fascismo era tudo ‘pelo, no e para’ o Estado. Então, o governo que está agora é contra isso e está diminuindo o tamanho do Estado. Que direitos humanos este governo que está aí viola? As leis continuam as mesmas, protegendo os cidadãos da mesma maneira,” aponta.
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