
Instalada em julho do ano passado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística ( Semil ), com o intuito de permitir que ciclistas tivessem acesso à margem leste do Rio Pinheiros, a passarela flutuante do parque Bruno Covas foi temporariamente desativada com a realização de ações de rebaixamento dos níveis do rio, ação preventiva para o período de chuvas. A medida é fundamental para evitar o transbordamento do Rio Pinheiros e consequente alagamento e paralisação do tráfego de veículos nas marginais e dos trens da Linha Esmeralda da ViaMobilidade.
Tendo em vista essa limitação logística, a Semil solicitou à Usina São Paulo SPE S/A, vencedora da licitação para a revitalização do espaço, que fosse implementada uma ciclovia temporária. Prevista para ter a obra concluída no dia 1º de maio, a nova ciclovia vai garantir o deslocamento seguro de pedestres e ciclistas na margem oeste do Rio Pinheiros, entre a Casa Conectada no Parque Bruno Covas e a Usina São Paulo e permitirá o fluxo contínuo de usuários durante a execução das obras, especialmente no período chuvoso, quando a passarela flutuante que conecta o parque à margem leste – Ciclovia Franco Montoro – é desativada por questões de segurança. As obras da primeira fase de modernização da Usina São Paulo, incluindo a ciclovia definitiva, devem ser concluídas até no primeiro semestre do próximo ano.
É importante esclarecer que o canal do Rio Pinheiros tem a função de controle de cheias. Quando é emitido algum alerta sobre a probabilidade de ocorrência de chuvas de média ou forte intensidade, a Empresa Metropolitana de Águas e Energia ( Emae ), realiza a manobra de rebaixamento dos níveis do rio, para posterior direcionamento de suas águas para o Reservatório Billings. Com o nível mais baixo possível, a capacidade de armazenamento das vazões afluentes é mantida no nível máximo.
Outras ações da Semil estão sendo desenvolvidas pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica ( DAEE ) que liberou recentemente um trecho de 3,2 km da ciclovia do rio Pinheiros, no sentido Interlagos. Essa intervenção, que inclui a instalação de muros de gabiões ao longo do rio, é essencial para evitar processos erosivos. Também estão sendo instaladas rampas de acesso a cada 250 metros em ambas as margens, facilitando o acesso da fauna, como capivaras, às margens do Pinheiros. Até o momento, 17,5 quilômetros de margens foram recuperados, com previsão de conclusão até o primeiro semestre de 2024. Nos próximos 30 dias, o DAEE atuará no trecho na margem leste, entre a ponte Cidade Universitária e a ponte Jaguaré. junto à linha 9-esmeralda da CPTM, com extensão total de 2,5 km.
Outro importante projeto na região é a revitalização da antiga Usina da Traição, agora denominada Usina São Paulo. O contrato foi assinado entre a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) e a Usina São Paulo SPE S/A, que investirá R$ 300 milhões nas obras de remodelação dos espaços, que incluirão rooftop, restaurantes, espaço de eventos, conjuntos corporativos, lojas, mirantes e outras atrações, com previsão de conclusão até novembro de 2027.
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