
Os consumidores de conteúdo, seja por áudio, vídeo ou imagem, tiveram suas vidas facilitadas com o passar dos anos. Com a evolução dos arquivos de mídia, foi permitida a chegada de um dispositivo de alta praticidade, que permitisse o acesso a qualquer dia e hora: o streaming. Atualmente, esse tipo de serviço, segundo um levantamento da empresa Finder, é utilizado por 64% da população brasileira, sendo o segundo país no mundo que consome tal ferramenta, estando na frente da média global, inclusive, que é de cerca de 55%.
O streaming é uma tecnologia que funciona por meio de envio de dados via internet, em formato de imagem, vídeo ou áudio. Aplicativos mais famosos que distribuem esse tipo de serviço são: Netflix, Amazon Prime Video, HBO Max, Disney+, Star+, dentre outros, por meio da comunicação audiovisual. As plataformas mais comuns de áudio são Sportify e Deezer. Outras plataformas podem ser consideradas também como streaming, como o YouTube, por exemplo.
Tal dispositivo se diferencia do download, pois não é necessário, embora alguns serviços tenham essa opção, baixar nenhum episódio para consumir. Isso se dá pelo fato do serviço já possuir um armazenamento, chamado de buffer, para guardar o conteúdo e transmiti-lo assim que necessário.
O início do formato streaming
Atualmente, o tipo de formato de streaming não tem muito a ver com seus primórdios. Um dos primeiros registros de uma transmissão de áudio e vídeo via internet aconteceu numa partida de beisebol entre New York Yankees e o Seattle Mariners, no ano de 1995. A novidade foi repercutida nos EUA, sendo noticiado no jornal da cidade onde aconteceu o jogo, o Seattle Times. Onze anos depois, em 2006, mais de um milhão de vídeos de streaming por dia já apareciam na plataforma YouTube, de acordo com o Reuters.
De lá pra cá, um longo percurso de melhorias e evolução, até chegar no serviço rápido e prático dos dias atuais. Ao longo do tempo, o rádio foi um dos meios que mais se adaptou à evolução do streaming, e no Brasil esse meio ainda é bem comum. De acordo com estudo da Kantar IBOPE Media, 78% dos brasileiros ouvem rádio. Desses, 3 em cada 5 escutam rádio todos os dias e passam 4 horas e 41 minutos diariamente consumindo o meio.
“O espaço que outros dispositivos estão ganhando, como smarthphones, tablets, notebooks e smart tv's, demonstram o crescimento do acesso ao rádio na web. 9% da população ouviu o meio pela internet nos últimos 30 dias. Passaram 2 horas e 55 minutos ligados no rádio e esse tempo médio aumentou em 15 minutos em relação ao ano passado”, explica Adriana Favaro, diretora de Desenvolvimento de Negócios da Kantar IBOPE Media. “Entre os ouvintes, 16% escutam rádio quando acessam a internet. Quando observamos o perfil social de quem acessa o rádio online, se destacam as classes AB, 64%, e os mais jovens”, completa Adriana.
Os tipos de streaming existentes no mercado
Existem dois tipos de streaming: o streaming on demand e o live streaming. O primeiro consiste em qualquer conteúdo que fica armazenado num servidor, permitindo que o usuário acesse quando quiser. O segundo trata-se de transmissões ao vivo, semelhante à qualquer programa de TV, para consumo imediato, podendo também ser salvo no servidor para acesso após o término da transmissão.
O on demand é o mais popular, sendo o produto mais idealizado pelas principais plataformas, seja de filme, série ou podcast. No Brasil, segundo pesquisa da Toluna, 9 em cada 10 brasileiros utilizam algum tipo de serviço sob demanda em seu dia a dia. Já o live streaming é mais utilizado pelas redes sociais, como Facebook, Instagram e YouTube.
Como usar
Por meio dos meios eletrônicos - TV, celular, notebook, tablet etc. - e com uma boa conexão com a internet, toda pessoa pode acessar qualquer plataforma de vídeo e de música, como foram citados acima. Com o acesso a esses serviços, como a Netflix e Spotify, que são pagos, ou o YouTube, que é gratuito, há a possibilidade de consumir os conteúdos disponibilizados no catálogo dessas plataformas.
Com isso, o crescimento da demanda de conteúdo fez surgir uma gama de serviços de assinatura de filmes, séries, músicas, podcasts e/ou documentários. Dessa forma, não há uma concentração de conteúdos em poucas plataformas, mas sim em diversas. Cabe consultar cada uma e escolher a que melhor se adéque ao usuário.
É claro que é preciso ter uma internet cada vez mais veloz para acessar as plataformas de streaming, e quem vive no campo tem menos possibilidade de acessibilidade, neste caso, uma boa opção é a internet via satélite para áreas rurais.
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