
A humanidade consome recursos naturais a uma velocidade 1,8 vezes superior à capacidade de regeneração dos ecossistemas. O alerta é da organização internacional de sustentabilidade Global Footprint Network, que divulgou em comunicado que desde 24 de julho de 2025 o planeta entrou oficialmente em sobrecarga ecológica.
A publicação também aponta que a humanidade ultrapassa os limites de regeneração da Terra em diversas frentes, uma vez que emite mais dióxido de carbono do que a biosfera é capaz de absorver, consome mais água doce do que pode ser naturalmente reposta, derruba mais árvores do que a floresta consegue regenerar e pesca em ritmo superior à reposição dos estoques marinhos.
A organização destaca, ainda, que o excesso de emissões de dióxido de carbono vai além dos impactos ambientais, como a perda de biodiversidade e o esgotamento de recursos. O desequilíbrio também afeta diretamente a economia, contribuindo para o aumento da inflação e a estagnação do crescimento.
Nesse mesmo contexto, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) também chama a atenção para a gravidade da situação. No relatório “Global Resources Outlook 2024” — Panorama Global de Recursos 2024, em português — a entidade aponta, na página 10, que a extração de recursos naturais triplicou nas últimas décadas.
Para Daniel Maximilian Da Costa, principal executivo do Latin American Quality Institute (LAQI), essa realidade precisa ser considerada por toda a sociedade, especialmente pelas organizações, que têm o poder e integram a responsabilidade de reverter esse quadro.
“Iniciativas precisam ser criadas, cada vez mais, para que essa realidade, entre outras, seja refletida. Um exemplo prático é o Quality Festival 2025, que será realizado em novembro, na Cidade do Panamá, onde essa discussão será aprofundada, e caminhos concretos serão apresentados para que o setor empresarial assuma o protagonismo na agenda da sustentabilidade”, finaliza.
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