
As democracias correm risco de ruptura e de retorno a sistemas autoritários? Ou vão apenas morrendo lentamente, sem que seja possível perceber um ponto específico de ruptura? Como podemos identificar se um sistema democrático está em risco? É possível que sistemas políticos mantenham eleições regulares e deixem de ser democráticos? É possível que líderes autoritários sejam bem-sucedidos em seus esforços para restringir a participação democrática e a sobrevivência da oposição política?
Dois grandes nomes da ciência política nacional, Maria Hermínia Tavares de Almeida e Oscar Vilhena, vão debater essas e outras inquietantes questões amanhã (22), entre 10h e 11h30, no 11º evento da sérieConferências FAPESP 60 anos. A discussão, que será transmitida remotamente, será centrada nos riscos à democracia no Brasil e em como identificar seus sintomas.
Tavares de Almeida é pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e professora titular aposentada do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP), atuando nos programas de pós-graduação em Relações Internacionais e em Ciência Política.
Possui graduação em ciências sociais pela USP (1969), doutorado em ciência política pela mesma instituição (1979) e pós-doutorado na University of California, Berkeley, Estados Unidos (1984). Foi diretora do Instituto de Relações Internacionais da USP e presidente da Associação Brasileira de Ciência Política e da Latin America Studies Association. Suas pesquisas estão no campo das políticas públicas e instituições políticas, opinião pública e política externa.
Vilhena é professor da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), foi procurador do Estado de São Paulo, diretor-executivo do Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para Prevenção do Crime (Ilanud) e fundador da Conectas Direitos Humanos. Possui graduação em direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1988), mestrado em direito pela Universidade Columbia (1995), mestrado (1991) e doutorado (1998) em ciência política pela USP e pós-doutorado no Centre for Brazilian Studies (Oxford University, Reino Unido). Desenvolve pesquisas no campo do direito constitucional, direito e desenvolvimento e direitos humanos.
O debate será moderado por Marta Arretche, professora do Departamento de Ciência Política da USP e membro da Coordenação Adjunta – Ciências Humanas e Sociais da FAPESP. A abertura será feita pelo vice-presidente do Conselho Superior da FAPESP, Ronaldo Aloise Pilli.
A conferência será transmitida em tempo real pelo canal da Agência FAPESP no YouTube e pelo Zoom. Para assistir pelo Zoom é necessário se inscrever pela página do evento.
Será possível enviar perguntas para o e-mail conferencias60anos@fapesp.br, que serão respondidas durante o evento.
Mais informações: fapesp.br/15526/11a-conferencia-fapesp-60-anos-riscos-a-democracia.
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