
O parto humanizado, segundo a Organização Mundial da Saúde, é uma abordagem que busca respeitar e valorizar a individualidade da mulher e sua escolha durante o processo de parto. É uma prática que se baseia no respeito à fisiologia do parto, na valorização da mulher como protagonista do seu próprio parto e no envolvimento ativo do parceiro ou outro acompanhante.
Ao contrário do modelo tradicional, que prioriza o controle médico sobre o parto, o parto humanizado propõe que a mulher seja vista como um ser autônomo e capacitado para tomar decisões sobre seu próprio corpo e sobre o nascimento de seu bebê, além de incentivar o envolvimento do pai ou outra figura de apoio durante o trabalho de parto, foi o que disse a UNICEF em um guia de assistência ao parto e nascimento.
A especialista no assunto, doutora Larissa Cassiano, que é ginecologista e obstetra, enfatiza que parto humanizado “é um parto com condutas respeitosas, baseadas em evidências científicas em que o protagonismo é da gestante". A especialista completa: "para isso, é importante que a mãe tenha acesso a informações completas e precisas sobre o processo de parto e as opções disponíveis.”
O parto humanizado também diferencia-se pelo envolvimento ativo da equipe de saúde. Desta forma, a Organização das Nações Unidas (OMS) incentiva a presença de profissionais de saúde qualificados durante o trabalho de parto e o parto, bem como a utilização de tecnologias e medicamentos apropriados apenas quando necessários. Em uma revisão integrativa sobre o parto humanizado, os autores afirmaram que “o parto humanizado não utiliza intervenções desnecessárias, como o uso excessivo de ocitocina sintética ou cesariana sem indicação clínica.”
Parto natural e parto humanizado
Quando questionada sobre a diferença entre parto natural e parto humanizado, a médica ginecologista explicou que “parto natural é o parto que ocorre de uso de medicamentos, sem intervenções excessivas ou desnecessárias, já o parto humanizado é a forma que tudo é conduzido.”
Sendo assim, a profissional completa dizendo que “neste modelo, o profissional não age apenas como um observador ou controlador, mas sim como um facilitador da experiência de parto.” E conclui dizendo que “é importante que ele seja sensível às necessidades da mulher e, ao longo do processo, ofereça suporte e acolhimento para ajudá-la a superar as dificuldades e alcançar o objetivo desejado.”
As evidências científicas apontaram que “o parto humanizado tem vários benefícios para a mulher e o bebê, como menor incidência de complicações obstétricas, menor uso de medicamentos para o controle da dor e menor tempo de internação hospitalar.” Os autores ainda completam dizendo que, “além disso, a mulher tem uma experiência de parto mais satisfatória e positiva, o que pode influenciar positivamente a sua saúde mental, com redução dos sintomas de depressão e episódios de ansiedade, e a forma como ela se relaciona com o bebê.” A OMS também esclarece que o parto humanizado permite à mulher escolher a posição de parto que se sente mais confortável e acompanhar o progresso do parto.
Indicações do parto humanizado
A doutora Larissa Cassiano comentou sobre as indicações do parto humanizado, indicando que “em todas as situações o parto humanizado é indicado, pois ele é a forma com que tudo é feito e isso pode ocorrer tanto na cesárea quanto no parto vaginal.
Em resumo, o parto humanizado é uma abordagem centrada na mulher, que valoriza sua autonomia, sua fisiologia e sua experiência de parto. É uma prática que tem como objetivo garantir um nascimento seguro e respeitoso, promovendo a saúde e bem-estar da mulher e do bebê.
Para mais informações sobre a nutricionista que participou deste conteúdo, basta acessar: Dra. Larissa Cassiano
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