
A Justiça determinou a suspensão do aumento de 4% nas tarifas de água e esgoto em Cachoeiro de Itapemirim, além do repasse de R$ 15 milhões previsto em contrato entre a Prefeitura e a empresa BRK Ambiental.
A decisão foi assinada pela desembargadora Janete Vargas Simões, do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, no dia 29 de agosto.
A medida atende a um pedido do Ministério Público Estadual (MPES), que entrou com ação questionando o 14º termo aditivo do contrato de concessão dos serviços de saneamento.
Segundo a investigação, a alteração no contrato favoreceria a concessionária e poderia trazer prejuízos para os consumidores e para os cofres públicos.
O Ministério Público argumentou que um estudo técnico contratado pela própria Prefeitura havia apontado que, em vez de reajuste, seria necessário reduzir as tarifas em até 7,6% para manter o equilíbrio do contrato.
Apesar disso, foi firmado um aditivo autorizando aumento na conta de água e a antecipação de uma outorga de R$ 15 milhões.
Para o Tribunal de Justiça, o risco maior é o prejuízo financeiro da população, já que a devolução futura dos valores pagos a mais seria difícil de executar.
“A suspensão evita a continuidade de uma cobrança que pode ser considerada ilegal e garante a proteção dos consumidores, em sua maioria com poucos recursos”, destacou na decisão.
Com a liminar, ficam suspensos os efeitos do 14º aditivo até que o processo seja julgado.
O serviço de água e esgoto, no entanto, não será interrompido, a decisão atinge apenas a parte econômica do contrato.
A Prefeitura de Cachoeiro e a BRK Ambiental foram notificadas e ainda podem recorrer.
O que diz a BRK
Em nota, a BRK informa que analisará a decisão e adotará as medidas necessárias para garantir a segurança jurídica do contrato de concessão e que reforça seu compromisso com a transparência, a legalidade e a qualidade dos serviços de água e esgoto oferecidos no município.
O que diz a Prefeitura
O vice-prefeito Júnior Corrêa se pronunciou em relação à decisão. Destacou que desde o início do ano a Prefeitura e a Agersa veem trabalhando por esse resultado.
Apesar de elogiar os serviços da concessionária prestado em alguns bairros, informou que a busca pelo investimento de R$ 30 milhões contratados e não investidos serão motivo de nova demanda.
“Vamos lutar para que todos os serviços que não foram feitos na cidade sejam entregues à população cachoeirense”, destacou.
O vice-prefeito diz ainda que com essa suspensão o valor das contas de água devem ser reduzidos em pelo menos 10%.
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